sábado, 10 de abril de 2010

Debaixo da ponte

Conheci um vagabundo
com barba de Deus.
Cheiro nauseabundo
e trapos quase tão rotos e gastos
quanto suas teorias
pregadas aos ratos.

Mesmo assim sorria
com o nirvana em seus olhos.
Ao falar parecia que bebia
do copo com o vinho mais vermelho,
e ao ouvir, lia-nos a alma
tão ou melhor que o nosso espelho.

Alexandra Mendes

5 comentários:

  1. Este comentário foi removido pelo autor.

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  2. Visualizei na mente todo poema.
    O vagabundo tem sua beleza...
    Parabéns pelo blog!

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  3. É lindo. Estou a imaginar a Alexandra a ler o poema com a sua vozinha...

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